Carros usados e antigos de várias montadoras como: Chevrolet, Ford, Fiat e Volkswagen que saíram de linha, mas fizeram história. Saiba mais sobre esses Veículos, suas Fotos, Preços, Tabelas e Motores. Comente suas experiências e conheça um pouco mais a história os modelos e as curiosidades sobre estes automóveis que fizeram tanto sucesso. Fique por dentro das Notícias e Dicas do mundo automotivo.
O Volkswagen Brasília foi um carro do tipo mini-perua, produzido entre os anos de 1973 e 1982 (quando foi substituído pelo Gol) , recebeu esse nome em homenagem à Capital Federal e à criatividade de seus projetistas em alusão ao arquiteto de Brasília, Oscar Niemeyer. Estima-se que foram vendidos cerca de 1 milhão de unidades em todo o mundo, incluindo países da America do Sul, Filipinas, México e África.
O design da Brasília foi concebido por Marcio Piancastelli com o objetivo inicial de projetar um carro confortável, pequeno por fora, espaçoso por dentro e que possuísse grandes janelas. Havia uma expectativa que a Brasília pudesse substituir o Fusca, de fato isso não aconteceu. O projeto da Brasília teve influências de carros como o Fusca e o Karmann-Ghia.
Márcio Piancasteli e os projetos iniciais da Brasília
Seu motor era inicialmente de 1600 cc, refrigerado a ar, tinha 60 cavalos de potência e era alojado em sua traseira igualmente ao Fusca. A Brasília possuía tração traseira.
Vamos destacar suas principais reestilizações
Apesar da Volkswagen não ter feito grandes investimentos na perua Brasília durante sua existência, vamos destacar algumas de suas versões.
Brasília 1973
Essa foi a primeira versão da Brasília, produzida no ano de 1973.
Propaganda da Brasília 1973
Painel de uma Brasília
Brasília LS
Era a versão de luxo da Brasília, possuía econômetro e toca-fitas original da marca Blaupunkt e outros opcionais.
Brasília LS.
Brasília 1976, dois carburadores e maior potência
Em 1976 o motor da Brasília recebeu um pequeno upgrade, passando a utilizar dois carburadores sua potência foi elevada para 65 cv.
Brasília 1976, dois carburadores e 65 cv de potência.
Brasília quatro portas
A Brasília também foi produzida na versão 4 portas. Essa versão não foi muito aceita no mercado e foi mais amplamente utilizada por taxistas.
Brasília 4 portas de 1980.
Mais uma Brasília 4 portas de 1980.
Curiosidades
A Brasília foi um carro projetado e fabricado no Brasil. Além do Brasil o único país a fabricá-lo foi o México, apenas na versão de duas portas.
Veja a seguir alguns comerciais da Brasília
Comercial da Brasília 1973
Comercial da Brasília 1978
Uma das Brasílias mais famosas é a Brasília Amarela dos Mamonas Assassinas citada na música "Pelados em Santos".
Fazendo uma pesquisa nos preços das Brasílias, encontramos carros variando de R$1.300,00 (necessitando de muitos reparos) a R$9.990,00 em bom estado.
Você que tem uma Brasília ou é um admirador deste carro, deixe seu comentário e fale sobre sua experiência com esta mini-perua que saiu de linha mas fez história.
O Corcel foi um "grande" carro da Ford que marcou época desde a sua estréia no Salão do Automóvel de São Paulo, em Dezembro de 1968, até o ano de 1986, quando foi encerrada a sua produção.
No ano em que lançava o Galaxie no Brasil, a Ford iniciou as negociações para adquirir a Willys do Brasil, empresa que fabricava carros como Rural, Jeep, Aero Willys, Itamaraty e Gordini.
Após comprar a Willys, além dos já consagrados carros, a Ford também recebeu no pacote um carro que estava em fase final de lapidação e testes, até então conhecido como "Projeto M", esse carro futuramente seria chamado de Corcel, seguindo a linha da Ford de batizar seus carros com nome de raças de cavalos, como por exemplo, o Mustang.
O "Projeto M" foi desenvolvido pela Willys do Brasil em conjunto com a Renault francesa, que futuramente lançaria o Renault 12, baseado nesse projeto. A influência brasileira nesse carro era notável, a grade em formato de "V" era a mesma da Rural e do Aero Willys.
Corcel, grade em formato "V"
Vamos destacar suas principais reestilizações:
No final de 1968 a Ford lançou oficialmente a primeira versão do Corcel. O modelo de Quatro portas era considerado um carro médio e vinha equipado com um motor dianteiro de 4 cilindros em linha, 1280 cc, 68 cavalos a 5200 rpm e 9,8 kgfm de torque a 3400 rpm, circuito selado de refrigeração e câmbio de quatro marchas.
Corcel 1968, modelo de 4 portas.
Corcel Coupê
No ano seguinte a Ford lançou o modelo coupê, que além de possuir duas portas a menos, sua coluna traseira era mais grossa possuindo um maior ângulo, aliado a um discreto aumento nas linhas traseiras do carro, o que lhe dava uma aparência mais sofisticada para a época. Esse carro chegou a ser visto com um dos mais bonitos do país.
Corcel Coupê, 1969, modelo de 2 portas.
Corcel GT - A evolução da linha Corcel com seu modelo esportivo
Ainda no ano de 1969, mais precisamente em julho, a Ford lança o modelo GT para corrigir um dos problemas do Corcel, que apesar de ser um carro muito econômico, chegando a percorrer 12km/litro, era um carro de baixo desempenho e alto peso (930 kg). Esse peso se justifica pelas intenções da Ford em fabricar um carro forte e de alta durabilidade.
A Ford corrigiu esses problemas lançando o modelo GT, que se diferenciava dos demais por possuir um carburador de duplo corpo e coletores especiais. No entanto, essas mudanças não foram suficientes para que o GT tivesse um grande desempenho. Após identificar esse problema a Ford tratou de desenvolver um novo motor para o GT, chamado de XP. Esse motor possuía uma maior cilindrada (1372cm3) e potência de 85 cavalos.
Corcel GT, 1969, modelo de 2 portas.
O GT possuía rodas esportivas e sua pintura era especial, seu capô era em preto fosco e possuía um falso scoop, visto que não existia uma admissão de ar através dele. Ainda em sua frente o carro recebeu faróis de longo alcance. Internamente, seu teto recebeu forros de vinil. Em suas laterais, o GT era decorado com faixas pretas que se estendiam por toda lateral que ainda incluía a inscrição da sigla "GT". Os instrumentos internos eram mais completos que os modelos mais simples.
Uma das propagandas do Corcel GT, capô em preto fosco e falso scoop.
Perua Corcel (Belina)
Pouco tempo depois do lançamento do Corcel Coupê e GT, a Ford completa a série lançando a perua Corcel, que ficou mais conhecida como Belina. Esse carro possuía uma textura lateral que imitava madeira.
Perua Belina, 1970, textura imitando madeira.
Linha Corcel 1973, novas reestilizações
Linha Corcel 1973 - GT, Coupê e Belina.
No ano de 1973, toda a linha Corcel passou por algumas re-estilizações, recebendo uma nova grade e o novo logotipo da Ford em um emblema redondo e centralizado, um capô um pouco menos reto e mais levantado nas linhas dos faróis, lanternas mais modernas e pára-lamas com novas curvas. Os modelos sedã, coupê e belina foram equipados com o motor GT de 1,4 litros.
Corcel coupê 1973 com novo emblema da Ford na grade.
Após essa série de re-estilizações, o Corcel GT passou a se diferenciar dos demais apenas por sua estética, passando a possuir duas faixas pretas paralelas nas laterais e no capô, faróis adicionais com formato retangular e uma nova grade.
Propaganda do Corcel GT 1973, capô com duas faixas pretas e faróis extras em formato retangular.
Dois anos sem grandes mudanças até o ano de 1975
Dois anos se passaram sem novidades para a linha Corcel. Após esse período o Corcel foi contemplado com algumas pequenas mudanças na grade frontal e na traseira que passou a receber lanternas com formato retangular ligadas por uma faixa em cor preta. O painel interno também recebeu algumas mudanças estéticas.
Corcel GT - faróis traseiros em formato retangular.
A maior mudança no entanto veio com o lançamento da versão LDO (Luxuosa Decoração Opcional) do Corcel, nas versões coupê e belina, que eram carros mais luxuosos e possuíam interior requintado com cores internas e externas combinadas e estofamento bege e marrom, externamente essa versão possuía em suas laterais filetes em cores contrastantes e rodas esportivas, as mesmas usadas no modelo GT.
Quase 10 anos depois, surge o Corcel II
Após quase 10 anos do lançamento do Corcel, no final de 1977 foi feita a maior re-estilização do carro. Essa grande modificação fez com que a Ford o batizasse de Corcel II.
Uma das propagandas do Corcel II com Ayrton Senna.
Em se tratando de design era um novo carro, possuía uma carroceria muito mais moderna, seguindo a tendência utilizada pelos concorrentes da época. Uma das coisas observadas nessa nova tendência era os imensos faróis retangulares que formava um conjunto de lanternas frontais e laterais maiores, da mesma forma eram as lanternas traseiras. A carroceria era mais inclinada em sua parte traseira e possuía linhas e curvas.
Em relação a mecânica, não houveram grandes mudanças, o motor continuou o mesmo. Foram realizadas apenas algumas mudanças na suspensão e alguns ajustes mecânicos. No entanto, o modelo GT passou a possuir mais 4 cavalos de potência em relação aos modelos L e LDO o que não era uma grande diferença.
Devido ao aumento de peso e a manutenção do motor, o Corcel II tinha um desempenho fraco em relação aos seus concorrentes, fazendo no máximo 135 km/h e levando 23 segundos para atingir a marca de 100 km/h. O que salvava esse carro era o seu motor bastante econômico e confiável e sua manutenção barata.
No ano de 1979 toda linha Corcel II recebeu um motor de 1.6 litros com 90 cavalos a 5600 rpm e 11 kgfm de torque, além de um câmbio de 5 marchas. O motor 1.4 foi mantido para os que preferiam os motores econômicos. O modelo 1979 era muito bem acabado e luxuoso.
Corcel II 1980 - Motor à álcool
Em 1980 o Corcel II passou a contar com o motor à álcool, que foi considerado o melhor motor movido à alcool daquela época.
No ano de 1980 a Ford lançou o Del Rey, que era um carro semelhante ao Corcel II mas possúia diferenças estéticas e um melhor acabamento.
Em 1984 o Corcel II ainda recebeu um novo motor, vindo do recém lançado Escort e sofreu algumas mudanças estéticas. Em 1985 modificações foram feitas nos faróis dianteiros e traseiros, além de outros detalhes, seguindo a tendência da época.
No ano de 1986 o Corcel inspirou o lançamento de mais um carro, dessa vez a versão picape, que foi chamada de Pampa.
Corcel II 1986.
Ainda no ano de 1986 e após quase 20 anos e mais de 1,4 milhões de unidades produzidas, a Ford deu fim a produção do Corcel, um "grande" carro, que marcou época enquanto foi produzido e deixou saudades.
Curiosidades
Veja a seguir alguns comerciais da linha Corcel.
Ford Corcel: Comercial antigo anos 70 (Vintage Commercial)
Comercial Corcel Linha 75 - Repórter Dick Vigarista
Atualmente o Corcel também participa de competições nacionais de carros antigos, como a Super Classic. O colega Renato compete com o Corcel Nº 14 nessa competição e nos enviou algumas fotos e um vídeo da competição com o seu Corcel.
Vídeo do Renato competindo com o Corcel 14, pela 6ª Etapa da Super Classic em Interlagos.
Corcel 14 do Renato, Competindo em Interlagos pela Super Classic.
Preços
Fazendo uma pesquisa nos preços dos modelos Corcel e Corcel II, encontramos carros variando de R$1.100,00 (necessitando reparos) a R$25.000,00.
Você que tem um Corcel ou é um admirador deste modelo, deixe seu comentário e fale sobre sua experiência com este carro que saiu de linha mas fez história.
O Fiat 147 foi um carro produzido no período de 1976 até 1986. Foi o primeiro carro a ser produzido pela Fiat no Brasil e o primeiro carro a álcool a ser fabricado em série no mundo. No seu lançamento recebeu diversas críticas, que sempre diziam que se tratava de um carro frágil e com espaço muito reduzido em relação aos seus concorrentes (podemos citar o fusca), mas aos poucos foi ganhando adeptos e logo virou um sucesso de vendas. A economia de combustível era um dos pontos fortes deste carro e chegou a ser considerado o carro mais econômico de sua época.
Seus principais desenhos/modelos podem ser divididos em:
Fiat 147 Brio (Modelo de lançamento)
Este aqui foi o modelo de lançamento, com faróis pequenos e sinaleiras abaixo dos faróis.
Fiat 147 (frente Europa)
Reestilização ocorrida em 1980, onde foram percebidas mudanças principalmente na frente.
Fiat Spazio
Em 1983 foi disponibilizado o modelo Spazio, modelo atualizado e mais moderno para o 147. Salientando que o modelo Europa continuou a ser fabricado em paralelo.
Pickup 147 (que em versões posteriores mudou o nome para fiorino)
Não confunda com a Fiorino. Aqui realmente é uma Pickup 147.
Em relação aos preços, encontramos carros que variam de R$2.000,00 (necessitando de reparos) até carros custando R$13.000,00 (inclusive encontramos carros placa preta).
Variações
Normalmente, carros como a perua Panorama e o sedan Oggi são tratados juntamente com o 147, já que são considerados variações do 147, mas daremos destaque em separado para estes carros.
Você que tem um Fiat 147 ou é um admirador deste modelo, deixe seu comentário e fale sobre sua experiência com este carro que saiu de linha mas fez história.
O Chevette foi um carro produzido pelo Chevrolet que realmente conquistou o Brasil. Seu lançamento ocorreu em 1973 e foi fabricado até 1993, dando o lugar a linha Corsa. Foi um carro que vendeu bem e por isso ainda costumamos encontrá-los rodando pelas ruas (ainda são encontradas peças de reposição com facilidade). Uma característica marcante é a tração traseira. Em seu período de produção, passou por algumas reformulações em seu desenho/modelos, onde podemos destacar:
Chevette Sedan Tubarão
Um dos modelos de Chevettes preferidos por colecionadores e apaixonados pelo carrro. Ganhou este apelido graças a sua frente (inclinada para dentro). É considerado por muitos o modelo mais bonito.
Chevette Sedan
Modelo próximo ao chamado Chevette Tubarão. A principal mudança é a frente, que agora passa a ser inclinada para fora. No detalhe, colocamos um Chevette 1980 em uma das fotos (foto da traseira do carro), onde existiram mudanças maiores em relação aos faróis traseiros.
Chevette Hatch
Com o sucesso do Chevette Sedan, foi lançado o Chevette Hatch.
Chevette Sedan (após principal reestilização)
Em 1983 ocorreu uma grande reestilização. Nesse momento, o Chevette ganhou um novo design, conhecido por muitos como: Chevette "quadrado".
Chevette Hatch (após principal reestilização)
Acompanhando a reestilização do modelo Sedan, o Hatch também sofreu alterações.
Um pouco mais de história...
Na década de 90, acompanhando o auge dos carros 1.0, foi lançado o Chevette Júnior, carro que começou a ser produzido com motor 1.0 para competir com o Uno Mille.
Isto é só um pouco da história do Chevette. Afinal são duas décadas de produção deste veículo. Posteriormente iremos falar um pouco da Marajó e da Chevy, que comumente são tratadas como sendo variantes do Chevette - versão Wagon e Caminhonete respectivamente, mas iremos dar um enfoque isolado para estes modelos.
Em relação aos preços, fizemos uma rápida pesquisa em sites de vendas através da internet e encontramos Chevettes que variam de R$1.000,00 (para restaurar), até valores próximos a R$20.000,00 (carros antigos e altamente conservados) mas por um valor de R$5.000,00 encontramos bons Chevettes modelo tubarão. Então o negócio é pesquisar antes de comprar.
Você que tem um Chevette ou é um admirador deste modelo, deixe seu comentário e fale sobre sua experiência com este carro que saiu de linha mas fez história.